Entrevistas


Entrevistado: Nadir Borges de Freitas
Idade: 78 anos

Qual a diferença entre Carangola de antigamente e a dos dias de hoje?
Antes tinha cinema, fábricas... Carnaval era tradição, era bem conhecido na região. O comércio era mais movimentado por conta do trem. Tínhamos muitos visitantes. Nos dias de hoje tudo mudou. Muitas coisas foram embora, ficaram apenas duas fábricas, acabaram com a linha de trem, o carnaval não é o mesmo de antes, tudo foi se desgastando aos poucos.

Na adolescência do senhor qual era a opção de lazer?
No meu tempo, o meu lazer era ir pra casa dos meus parentes e ir para a igreja.

Que imagem o senhor tem de Carangola hoje?
Carangola foi se desgastando aos poucos. Tudo que tinha de benefício para a cidade foi se acabando.

O que mais marcou a infância do senhor?
No meu tempo não tinha esses brinquedos de hoje. Minha maior diversão eram as brincadeiras com meus primos e meus irmãos. Isso foi o que mais me marcou.

Qual era a perspectiva de vida do senhor quando tinha 15 anos?
Naquele tempo eu já trabalhava com meu pai e já pensava em construir uma família, porque antigamente a gente casava muito cedo.


Entrevista realizada pelos alunos do 2º/2, da Escola Estadual Emília Esteves Marques, Maysa Borges e Gabriel Freitas, no dia 15 de novembro de 2010. Os alunos observaram durante a entrevista que o entrevistado demonstrou grande emoção ao falar do passado.




Entrevistado: Leci Monteiro de Souza
Idade: 74

Como era a cidade de Carangola na sua época?
Era uma cidade pequena e simples.

Como que era a vida das pessoas na sua época? 
As pessoas sempre trabalhavam na roça principalmente as pessoas pobres.

As pessoas na época tinham estudos?
Não, era difícil acesso aos estudos ninguém estudava, só trabalhava.

Na época , as pessoas tinham diversões e lazer?
Sim, ás vezes.

Com o decorrer dos anos, o que melhorou aqui em Carangola?
Melhorou. Mas ainda tem que melhorar muito as coisas aqui.

Você gosta de morar aqui?
Sim, gosto muito.

Como você era antigamente?
Era toda vida pobre, trabalhava todos os dias na roça, era e ainda sou dona de casa.

Você acha que atualmente a vida das pessoas é muito difícil? Por que?
Não, porque hoje todas as pessoas tem muito acesso a educação, tecnologia, saúde e lazer.

O que você acha que pode mudar em Carangola?
Tem que mudar tudo, em todas as áreas. Em geral, tanto na política, quanto na educação.

Observação: a entrevistada é analfabeta.

Entrevista realizada pela aluna do 2º/2, da Escola Estadual Emília Esteves Marques, CrislayneMoraes Vieira

 

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